05 dezembro, 2017

Bendito Seja Seu Maldito Nome

Inspirado na obra de Plínio Marcos,

Bendito Seja Seu Maldito Nome...

mostra um espetáculo sensorial e visceral, uma tragédia urbana inspirada livremente das obras de Plínio Marcos, que traduz o quanto o ser humano continua produzindo altos e baixos pra sobreviver naquilo que ele chama de  felicidade.
Os atores estão afiados, os papeis foram bem distribuídos... e a direção nas mãos hábeis de
Jean Dandrah, caprichou no tom, descrevendo uma leitura que tanto leigo quanto expert no assunto tem uma ótima compreensão da dor ora implícita/explicita nas relações interpessoais.
Eles traduzem com maestria o submundo de prostitutas, homossexuais e traficantes marginalizados, vivenciados na época da ditadura militar, levando ao público uma experiência impactante, sem deixar margens de dúvidas quanto à grande obra do “autor maldito”.
14 personagens,  dividem  uma casa abandonada, um verdadeiro antro de prostitutas, desempregados, travestis e marginais. Uma convivência nada pacífica. Vivem num inferno constante e desumano, lutando para sobreviver mais do que viver. Dilma, (Milene  Hadad) , uma prostituta de 50 anos , luta incansavelmente para manter a ordem e bem estar do local, visando a educação de sua filha Leninha (Bianca Pardim), de 16 anos, contra o traficante e ex- presidiário Bereco (JP Lima). Rivais, concentram o foco de suas dores em dissabores constantes conduzindo a história pra um final cruel e surpreendente.

Texto e Direção Geral: Jean Dandrah.
Assistente de Direção: Milene Haddad 

Elenco
Ana Roberta Bornia, André Rey, Antonio Nogueira, Bianca Pardim, Diogenes Gonçalves, Gustavo Rosa, Jean Coué, Jp Lima Lu Monteiro, Marcus Lunardi, Milene Haddad, Monyke Procópio, Rudney Souza e Viritien Volltz.

Assessoria de Imprensa – POIESIS
Carla Regina: Coordenação (11) 4096-9827 - carlaregina@poiesis.org.br
Marcela Reis (11) 4096-9852 marcelareis@poiesis.org.br
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Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo
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Gabriela Carvalho (11) 3339-8070 gabrielacarvalho@sp.gov.br


Oficina Oswald de Andrade
Rua Dr Três Rios 363, São Paulo – SP
Temporada: 06/11 até 28/11
Segundas e Terças às 20h00 e 04/12 até 13/12 – Segundas, Terças e Quartas.
Classificação: 16 Anos
Duração: 90 minutos
Ingressos: GRATUITO
Em cartaz até 16/12

 Vale conferir :)



27 novembro, 2017

O Mundo Curioso da "Tradução" Das Aparências...


O Mundo Curioso da "Tradução" Das Aparências...

As ferramentas de escolha, entendimento, tradução adequada de vida, existem, pra que a gente possa exercitar o livre arbítrio.
Querer que a felicidade dos outros seja correta, A PARTIR da nossa, acho um pouco de ingenuidade, ignorando que existe um coletivo.
A pergunta é: a tradução de como vejo a vida e da minha felicidade chega até o outro numa mensagem clara... descrevendo como penso, ou impondo meu modus operandi?
Felicidade só é felicidade a partir do meu modelo, moderno ou ultrapassado, de ver como a vida anda? Os "veículos" usados por mim... estão atualizados pra que o outro entenda minha linguagem e me responda à altura do meu pensamento, de minha mensagem? Atualizo meu software de entendimento coletivo conforme pede o figurino?
          
Se imponho um modelo de felicidade que o universo "não compra", é quase como abrir um restaurante e impor a comida do meu gosto e ou numa loja de roupa, o que visto, pra todo o mundo. Fica difícil a venda, o lucro. Assim vejo a vida, o face, os veículos.

Neste supermercado da vida, fazer essa compra da felicidade custa muito pra alguns que odeiam ir a supermercado, vão por obrigação. Por outro lado divertem outros que amam escolher os produtos, pra depois saborearem um jantar a dois, um almoço em família... enfim.

Dar um abraço por exemplo pra pessoas que têm dificuldade de carinho, ou são deficientes nas relações, pode ser um problema... um parto... e pode ativar um clique no interior da pessoa , onde ela se sinta desconfortável... vai criticar, falar mal de quem abraça, desconstruir... talvez duvidar da felicidade de quem abraça.
Pra outras, um abraço gostoso, daqueles que se sente o corpo da outra pessoa, passando energia boa... sem conotação sexual (ainda que exista esse tipo de abraço), esse tipo de coisa pode ser mais um agregador, mais uma pedra boa no dominó da felicidade.

Estar deficiente em algum produto, e ver outros com ele... talvez cause inconscientemente (e é legitimo) um certo desconforto... em nossa marcada linguagem de costumes sociais. A gente disfarça, impondo um mapa surreal da felicidade que nunca vai existir. Fazemos nossas compras, olhando torto pro cliente da gôndola ao lado...aquela que a gente não soporta.

Alguns se adaptam melhor, outros têm mais dificuldade. Simples assim. Tudo depende de nossa tradução de vida, de costumes.
Não devemos associar a felicidade, apenas com a bondade, com a humildade, são adjetivos que podem estar vestidos com um "remedinho" chamado dissimulação. Relacionar a felicidade a surpresas, a mimos... embora eles existam e sejam fofos... também é perigoso.

Porém, hoje temos veículos novos de comunicação da felicidade, se estão nas mensagens, no comportamento das pessoas, é pq elas em tese, sabem lidar com essas ferramentas... e então produzem um produto final adequado ao que elas pensam...quem tem dificuldade de usar esses "macetes"... dificulta o que pessoas maduras têm - um botão de liga desliga o assunto, isso não interfere em mim.
Costumamos ver vida a partir de uma tradução interior, com elementos que foram "instalados" em nossa consciência/inconsciência por dogmas, tradicionalismos, etc. Uns até são padrão e aceitos, outros não. Alguns temos que engolir.
Nem pra mãe da gente a gente conta tudo, vírgula por vírgula no dia a dia... conta algumas alegrias, talvez uma ou outra tristeza... porque então no face teríamos que mostrar tudo do jeito que algumas pessoas acham que é mostrar felicidade?
Ok, você conta tudo pra sua mãe? Own que ótimo. Mas isso não faz parte da maioria.
Redes Sociais, são grandes Supermercados, inclusive com alguns itens que não temos perto de casa. Coisa moderna.
Temos tantas gôndolas nesses "Supermercados" que com a linguagem de marketing moderna, vão balançar estruturas antigas, modelos ultrapassados, desejos ardentes por guloseimas, algumas coisas inadequadas. Mas felizmente ou infelizmente temos de administrar isso.
Imagina ir num supermercado e achar ruim ver itens de que não gosto expostos e sugerir que a gôndola que não me apetece, não exista... ou xingar as pessoas que a "usam, de infelizes, ou desconstrui-las com "a felicidade fake" delas, na minha tradução?!
O mundo é plural, mas às vezes esquecemos disso.

Por outro lado sempre achei que a necessidade de falar/postar algumas coisas... é proporcional à falta delas... à insegurança que temos em alguns itens como seres humanos. Às vezes nem terapeuta dá jeito... e dá-lhe criticas ao que vemos em nossa frente.
Ok.... esta minha síntese não inclui fotos de corpos decepados, animais dilacerados... essas gôndolas não devem mesmo entrar nesse jogo. Rrrrrr.
Quando vejo algumas declarações de amor ou desamor na internet, ou seja na vida, na praça, na TV, na festa, na balada... não critico a declaração, se está fake ou se é certo ou errado, mas o tom... pelo tom, dá pra ver que ali a coisa já era... e por algum clique do inconsciente a esposa, namorido, ou que tais, precisam marcar território. Estamos num mundo, onde tem tanto esperto de plantão, aguardando brechas. Se o tom tá errado, pode existir uma brecha. Espertos as usam bem.

É natural numa democracia, no capitalismo... uns poderem comprar coisas que outros não podem. O ideal cada um sabe o que e como seria...mas na vida não existe um supermercado onde entramos e levamos qualquer coisa apenas porque nosso ideal  é o ideal...e não me refiro a apenas produtos físicos. Algumas pessoas tem dons, são mais dinâmicas que outras.

Mais fácil trabalhar a psicocoisa, a tradução e falar melhor a linguagem que o universo compraria de você. Imagina você querer morar nos States e questionar a língua deles... pffff. Desapega, aprende a falar mister sem sotaque e saboreia as traduções daquilo que você vai entender/dizer/ouvir... seja amando ou odiando.

Pessoas ruins que traem seu cônjuge, não são um produto da internet... e em outras épocas também fariam isso, indo no cantinho da praça, no matinho, enfim... os recursos sempre existiram, só evoluíram. Essas criticas também existiam... mas claro... não se falava que era culpa da rede social, ela não existia. O problema está na rede dos neurônios que traduzem a vida, vista de forma positiva.
A vida não é colorida, mas também não é preto e branco... existem muitos tons aí. Basta querer enxergar.

Nas redes sociais existem pessoas e pessoas são como as que vemos na rua, na praça... podem ser bandidos, santos, ou gente carinhosa que adora trocar experiências, gente invejosa... enfim... gente que também pensa parecido... alias o papel, o algoritmo do face e de redes sociais é juntar pessoas que "pensam" parecido. Temos que tomar os cuidados que tomamos em outros lugares onde tem humanos.

Infelizmente o ser humano tem uma predileção por olhar o quintal do vizinho e acaba vendo entre outras coisas, algumas que não gosta mesmo. Existem filtros nas redes sociais, pra que nossos olhos não vejam coisas que não queremos ver.
Sabe aquele bar que tem alguém canalha que não queremos ver? Em algum momento da vida não fomos naquele dia, etc, porque não queríamos topar com a pessoa... neste caso acho o Face mais moderno, existem esses filtros.

Cada um tem um modelo do que é felicidade, um valor.

Antigamente era na praça, o povo que adorava arrotar caviar da mortadela do dia anterior... ia pras praças, dava voltas, vestido do jeito que achava correto, ou se comportando de forma que também achava estar abafando, estranha pra uns, moderna pra outros, fashion ou então excêntrica.
Nas festividades.. cada um levava o que suponha ser o melhor e demonstrava nas aparências o que não existia em casa. Enfim... seres humanos interagindo.
Com o tempo só mudou o veiculo, mas continuam os moldes de traduções, ora cagadas, ora modernas, umbigos largos, que não deixam ninguém viver e esquecem de viver...mas não porque estão certos ou errados, mas porque não sabem respeitar o quintal do vizinho... fazem da rede social uma extensão do que acham ser a casa deles. Esquecem que estão num "supermercado".

Tem também traduções mais modernas que fazem do que têm, a tênue linha do copo meio cheio.
Na minha opinião não precisa ostentar, até porque é perigoso, mas também não precisa soltar mágoa o tempo inteiro, frustrações vividas, só pra parecer humilde, confundido humildade com chatice. Ok não está proibido pra ambos os itens...felicidade ou frustração. Mas não precisa.
Fácil perceber essa necessidade de mostrar uma pseudo alegria que talvez exista, mas é expressada numa linguagem muito peculiar, com falhas na linguagem, onde quem vê ou escuta, acha superficial, mesmo quando parece intenso.

De toda a forma a frieza não é mostrada apenas nas redes sociais, afinal elas não têm nada disso, elas são o veiculo, quem as usa, leva esse itens pra dentro dele. Sabe aquele veiculo com musica mais alta do que o normal? O carro não tem musica, ela não brota sozinha,  quem a coloca é o motorista.

Alguém posta um relógio de ouro e dá aquela sorriso e a foto foca apenas nele... outros adoram postar o crush , outros ainda mostram quantas fodas deram na semana passada postando signos que indicam isso.
Existe vazio e tristeza fora do face... existe alegria e felicidade fora do face, das redes sociais, mas porque temos que eliminar esse veiculo? É quase como argumentar que temos que eliminar o celular porque ele não representa a felicidade.... ou jogar dinheiro fora, porque escutamos sempre que dinheiro não é tudo. Silogismos baratos. Não há mais volta. Ou administramos ou alimentaremos mágoas e frustrações, não por causa do face, mas através dele, inclusive.
Concluindo... viva a vida. Viva as manifestações. Desde que elas sejam no quintal de quem as propõe. Se você reclama ou critica porque respingos caíram no teu quintal... está correto (a), mas se esta apenas melindrado porque o quintal do vizinho tem mais verde que o seu, então, atualiza o software please.


Figeira Junior
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25 novembro, 2017

Desconstruindo...

Desconstruindo 

10 velhas e conhecidas táticas/mecanismos de dominação usadas por espertos, conservadores e fundamentalistas para DESCONSTRUIR, desde uma raça, a grupos, que passam a ilusão de vitória, mas que de fato oprimem e criam muito mal à psique do alvo.

Inimigo comum
Transforme seu oponente em um inimigo da maioria. Atribua ao seu inimigo algo unânime e rodeado de rejeição incontestável. Uma ameaça às crianças, uma ameaça à família, à humanidade. Ligue a imagem do inimigo a algo totalmente deplorável. Exemplos: “Os gays querem direitos especiais”, “Eles querem corromper as criancinhas”, "É uma escolha, uma pouca vergonha que querem que aceitemos como normal"

Dividir para conquistar
Coloque todos do grupo oponente uns contra os outros e o todo perderá força. Jogue os mais velhos contra os mais novos, eleja os mais ativos como mal intencionados, plante a discórdia. Exemplos: “Nem os próprios gays concordam com os ativistas”, “Parada gay é só baixaria”.

Dissimulação
Finja que não se importa, que seus objetivos são nobres. Com isso, ataque os pontos fracos do oponente, explorando a ignorância e fortalecendo a dúvida razoável. Importe situações desconhecidas de outros lugares e use como argumento a seu favor.  Exemplos: “Daqui a pouco vão legalizar a pedofilia e o casamento com animais”. “É horrível a manifestação publica de carinho seja homo ou hétero”, "Há países que a diversidade sexual inclui a pedofilia".

Difamação
Pegue um indivíduo do grupo que comprove os seus argumentos e generalize para todo o grupo, mostre que tinha razão. Transforme a desinformação e dúvida em concordância com o seu ponto de vista. Mostre que os seus pontos fracos são piores neles. Exemplo: “Eles não respeitam e querem respeito”, “Eles são intolerantes”, “É esse o respeito que eles querem”, "Eles querem transformar o país em uma ditadura gay".

Use seu poder econômico, bélico e político
Compare o seu grupo com o outro e mostre que vocês são mais importantes, tem mais poder. Use argumentos práticos para obter o silêncio de quem apoia o outro grupo. Coaja aliados, se necessário, e quem se aproximar do mesmo grupo, usando as mesmas táticas que usa para combater o inimigo. Exemplo: “A família brasileira não concorda com o kit gay”, "Somos o povo de Deus".

Expropriação
Aos poucos vá diminuindo a sustentabilidade do outro grupo, retire os apoios, os recursos, bens, os direitos. Ele perderá tempo e irá se desestruturar tentando reaver isso, enquanto você avança em outros sentidos. Exemplo: “É uma vergonha a prefeitura apoiar esses eventos de deprevação”. "Com o nosso dinheiro não" .

Terrorismo
Quando o outro grupo der um passo, grite. Crie barulho para apontar os seus pontos de vista. Assuste a todos com a ideia que a mudança desconhecida pode mudar tudo. Faça paralelos dos avanços do outro grupo com um futuro apocalíptico. Cobre posicionamento de todos os seus membros até que haja o retrocesso. Exemplo: “O Omo declarou guerra “, “Tem que baixar o cacete”, "É o fim do mundo"

Apropriação cultural
Sobreponha a sua cultura a outra, se não houver como, resignifique seus símbolos, crie ações paralelas. Tudo o que tiver de bom ou de sucesso na cultura alheia deve ser apropriado para atrair ou tirar a atenção para o grupo correto. Datas comemorativas devem coincidir ou ficarem próximas, por exemplo. Exemplos: 17 de maio, dia Internacional contra a homofobia. 18 de maio, dia nacional contra o abuso e exploração infantil; Marcha para Jesus semanas antes da Parada do Orgulho LGBT, no mesmo local.
 
Aniquilação
O seu sucesso será quando ninguém se importar com o seu inimigo e ele não tiver visibilidade. Para isso, aos poucos vá destruindo suas reivindicações e argumentos, tirando a importância das demandas e dizendo que eles se auto excluíram do todo, que assumem uma divergência, que há outras prioridades, que são egoístas, e por isso não devem ser levados em conta. Repita, até que a mentira se torne uma verdade. Exemplo: “Esse é um assunto para quatro paredes”, “Então morreram menos homossexuais do que héteros”, “A prioridade do país é a Saúde e a Educação. 
*#Escuteinobusao via@BJ.AJ

Fonte: Revistaladoa.com.br

22 novembro, 2017

Abraço - porque é importante?

Foto de internet:
 ABRAÇO, porque é importante?

   O dia do abraço é celebrado em 22 de maio.
 
Antes de qualquer coisa, pesquisas que apontam abraço como terapia sugerem também que abraçar estranhos, ou contra a vontade, tem efeito estressante. ok? Segundo a Wikipedia... abraço é quando duas ou mais pessoas, geralmente duas, ficam parcial ou completamente conectadas entre si, utilizando os braços, ou seja, entre os braços. Abraço é usado, dependendo da cultura local, como forma de demonstração de afeto de uma pessoa para/com outra. Através dele, podemos cumprimentar ou expressar sentimentos como carinho, amor, compaixão, saudade, congratulação, terror, etc. Um abraço em alguém pode demonstrar também proteção instintiva. Desejos ou pensamentos que muitas vezes são difíceis de serem expressados por palavras... são facilmente explicados num abraço.
     É possível um abraço "completo", que é quando as duas pessoas se abraçam entre si, ou um abraço unilateral, quando alguém permanece imóvel e a outra pessoa a abraça - o que é chato, mas pelo menos praticam o abraço. Geralmente um abraço é dado pela frente de ambos, mas também pode ser dado de lado ou por trás. Entretanto, a expressão "abraço por trás" pode ter um sentido sexual mais forte.
     Um abraço pode ser coletivo e dado entre mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Um abraço é uma forma de "texto", que expressa sentimentos, que podem envolver interesse, raiva, amor, desejo sexual apenas... ou um cumprimento no politicamente correto.
     Algumas pessoas fogem do abraço porque a cultura de vida delas, traduz a continuação de um desejo sublimado no exercício da felicidade. Outras bloqueiam, fogem disso, porque não prepararam a mente pra receber apenas o abraço e sim o abraço, mais o que a tradução da alma conclui... que pode ser a continuação de carinho mais acentuado, que não foi recebido na estrutura familiar.
     É possível também abraçar objetos ou animais, como por exemplo uma árvore ou um pequeno cão. Algumas vezes, abraços entre amigos pode ser feito ou finalizado com uns tapinhas nas costas. Dependendo da intensidade e forma como é expressado, um abraço pode fazer parte do relacionamento sexual dos seres humanos, despertando tanto no homem quanto na mulher, sinais de libido. Esse tipo de abraço pode ser seguido por um beijo. Apesar de incomum, pode-se dizer também que alguns animais podem abraçar. Uma gorila, por exemplo, pode abraçar seu filhote de forma muito parecida com o ser humano, uma gata pode cobrir seus filhotes com a pata para proteger, e pode ser interpretado por nós como um abraço.
     Um abraço impessoal - geralmente é apenas "falado" e não é dado de fato. Especialmente no Brasil, é comum cumprimentar ou se despedir dizendo "um abraço", mas muitas vezes não abraçando de fato. Esse tipo de abraço impessoal é um sinal de mínima intimidade, mas é comum também entre pessoas desconhecidas. Ao se despedir numa carta, por exemplo, é relativamente comum dizer "um abraço", "abraço" ou "abraços". Na linguagem da internet - o internetês - isso pode ser ainda representado por dois colchetes, desta forma: []'s ou ainda por parênteses assim: ()'s ou mesmo escrito sob a forma de "abç" ou "abs" (não apenas na internet, mas também em uma carta ou bilhete informal). Esse tipo de expressão, no entanto, não é tão comum em outras línguas. No inglês, por exemplo, "hug" pode ser íntimo demais caso seja escrito ou falado e dificilmente tem o sentido impessoal.
     Na cultura popular brasileira, um abraço sexual, exprime uma conotação sexual que inclui o famoso "amasso" ou "abraço quente". Um abraço neste estilo consiste geralmente em apalpar, apegar-se ou apertar mais que um abraço comum. 
     Amplexoterapia - Acredita-se que abraçar seja uma ótima terapia contra a tristeza e a depressão, pois o abraço seria muito mais do que um simples "apertão" de braços, e que no momento que abraçamos afetuosamente a quem apreciamos, transmitimos ali emoções como o amor e a paz. 

 Algumas FRASES de efeito sobre abraço:
 
*Abraço é o encontro de dois corações. (Cazuza)
*Não se engane com um abraço, com um sorriso, pois os falsos também sabem fazer isso. (a/a)
*O coração nunca envelhece. Basta um serviço, um nada, um abraço e tudo nele se ilumina e aquece. (Antonio Feijó)
*Tudo que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve. (Martha Medeiros)
*Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave que pode virar colo. Alento, tenso que pode virar despedida. Abraço é confissão. Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho.
*Abraço é para atravessar o nosso corpo. (Carpinejar)
*A palavra manda embora e o corpo pede um abraço. (Carpinejar)


1. Abraços protegem contra os efeitos do estresse
Uma pesquisa feita pelo professor de Psicologia da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos, Sheldon Cohen comprovou que o abraço protege dos efeitos do estresse, da depressão e da ansiedade. O estudo foi publicado em 2014 na revista científica Psychological Science.

2. Diminuem os riscos de infecções
Durante a pesquisa sobre os efeitos dos abraços em pessoas estressadas, Sheldon Cohen entrevistou 404 adultos saudáveis e, durante 14 noites, indagou aos participantes por telefone sobre a frequência de conflitos interpessoais e abraços que receberam. Depois, as mesmas pessoas foram intencionalmente expostas a um vírus comum da gripe e submetidos a uma quarentena para avaliar os efeitos. Quem recebeu mais abraços teve reduzido o risco de infecções e também enfrentou melhor os conflitos que surgiram. Chegamos à conclusão de que quem recebe um abraço de uma pessoa em quem confia transmite mais apoio e aumenta a própria frequência de abraços. Percebemos também que o abraço reduziu os efeitos nocivos do estresse – disse Cohen.

3. Ajudam quem tem problemas para compartilhar emoções
De acordo com um estudo feito na Faculdade de Artes e Ciências da University of Missouri, nos Estados Unidos, pessoas que sofrem com alexitimia _ termo utilizado para designar quem tem dificuldade em verbalizar emoções e descrever sentimentos _ podem ser beneficiadas pelo abraço. Em um estudo, publicado em 2011 na revista científica Personality and Individual Differences, pesquisadores dessa instituição mediram o afeto compartilhado em 921 pessoas diagnosticados com alexitimia. Ainda que eles tenham problemas para se relacionar, a comunicação mais afetuosa aliviou a aflição que essas pessoas sentiam e que gestos como o abraço fizeram com que elas liberassem hormônios que aliviam o estresse.

4. Abraço de mãe diminui a ansiedade das filhas
comprovou algo que tem sido dito há muitas décadas: o abraço de mãe é um santo remédio para quem está passando por uma situação de estresse. Em 2010, Seltzer reuniu um grupo de sete meninas, todas com 12 anos, e pediu que elas resolvessem uma série de problemas matemáticos em frente a pessoas que não conheciam. Enquanto elas participavam do exercício, o ritmo de seus corações e os níveis de cortisol – hormônio associado ao estresse – foi medido. Um terço das meninas foi consolada com um abraço de suas respectivas mães, um segundo grupo recebeu uma ligação das mães e o terceiro não interagiu. O efeito benéfico foi o mesmo entre as adolescentes que ganharam abraço e as
que falaram ao telefone. O nível de oxitocina, conhecido como o "hormônio do amor" ou o "hormônio da felicidade", aumentou significativamente nas participantes dos dois grupos e continuo fazendo efeito depois que o exercício foi finalizado.

5. Reduzem a pressão arterial
Em 2013, um estudo da Universidade Médica de Viena, na Áustria, liderado pelo neurofisiologista Jürgen Sandkühler, comprovou que abraçar alguém pode, além de promover o bem-estar, reduzir a pressão arterial e melhorar a memória. No entanto, o efeito só se manifesta se o ato de afeto é feito por alguém de confiança. A "culpa" é da oxitocina liberada no organismo. O hormônio, quando presente na corrente sanguínea, reduz a pressão arterial e diminui a sensação de estresse e ansiedade.
– Nossa pesquisa mostrou que o efeito positivo só ocorre se as pessoas confiam uma nas outras – explicou Sandkühler. Mas atenção: a mesma pesquisa percebeu que abraçar estranhos tem efeito estressante.

6. Aliviam a dor
Na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, a psicóloga Karen Grewn também pesquisou sobre os efeitos do abraço e comprovou que o carinho pode aliviar a dor. Ela e sua equipe recrutaram mulheres que sofrem com enxaqueca e, durante os testes, as participantes relataram melhora significativa na dor de cabeça. A conclusão de Grewn foi de que os cérebro recebe primeiro os sinais de alívio em relação à sensação de dor.

Independente do foco ou motivo pelo qual vc abraça ou deixa de abraçar... pratique o exercício do abraço, saiba separar abraço como energia e terapia de uma trepada. Também não vale sair por aí abraçando que nem louco apenas pra se sentir praticando energia de vida... mas entenda que abraçar... é um exercício... como amar, sentir alegria etc.

Abraço é vida. 
Figueira Junior


06 novembro, 2017

Consciência "Artística do Eu" : Informação : Processamento : Execução

O Que Motiva Você?
Motivação - o que move a ação - e pode ser até mais importante e decisiva pra resolver um sonho  do que o talento em si, que representa apenas parte do todo.
A fonte dessa motivação pode vir dos itens :
Autonomia
Valor
Competência
que podem ser ampliados e ajustados em nosso próprio benefício.
Pense nas palavras:
*1 Autonomia/Valor/Competência/
provocando :
Informação/processamento/execução.
Numa tradução agregada, podem fazer a diferença entre seu desejo realizado ou não, mas pra isso devemos atentar pra algumas dicas :
*Se sentir um indivíduo responsável gera mais motivação.
O conhecimento de si, está a serviço da transformação de si... logo, mais conhecimento, mais caminhos, mais processamento de emoções, que se executadas numa linguagem não apenas nossa, mas também padrão do universo, nos levará para a plenitude da alma, a realização de desejos, sejam eles profissionais ou não.
Há uma filosofia budista (Dogen - mestre zen) que diz que "estudar o eu, é esquecer-se do eu, e esquecer-se do eu, é reconciliar-se com todos os seres", em nosso caso com o universo.
Pois bem, há profissões, coisas que queremos na vida e que precisam de uma desconstrução do eu, focada no objetivo, para que nessa desconstrução se encontre a construção adequada, não apenas à nossa tradução de vida, como também ao ambiente em que estamos no cosmo. Isso complementa a descrição Freudiana do Eu, que diz que o "Eu", é uma imagem daquilo que vejo refletido no olhar do outro, daquilo que suponho poder causar no outro e nesse vai e vem de sensações, executamos (interpretamos) "mensagens" - no caso artisticamente.
Em se tratando do oficio "dublagem", reflito a mensagem do que observo na tela, no caso do teatro, no olhar ou dialogo do outro ator.
Especialistas dizem que agir sob coação gera um "tributário mental" - sendo assim, em nossa analogia, nas aulas... pagamos um "tributo, um dizimo, pra nossos duendes, com seus dogmas, na verdade nossos dogmas contextualizados por eles. Não podemos nos livrar deles, e em inúmeras vezes acabam dificultando, desviando a atenção de nosso processamento e execução da cena exigida.
Porém, quando perseguimos algo que acreditamos, nos acrescenta energia, funciona como combustível pra motivação, são algumas casas andadas no jogo.
Quando conseguimos autonomia, isto é , conseguimos fazer um trato com nosso ou nossos duendes, e ele ou eles nos dão um tempo - conseguimos atribuir valor , importância  a cada passo ou atividade, o que acrescenta energia à motivação, que por sua vez aprimora a COMPETÊNCIA. Se somos competentes, então somos capazes... e aí inicia-se um principio positivo para nossa execução. Inteiros no foco, e treino, é questão de tempo.
Como é que o conhecimento se relaciona com sua vida, com o seu sonho e daquilo que aprendeu, quanta energia foi gerada para motivar a competência?
De quanto, numa escala virtual de 1-10, é a competência? Ela faz você gostar do que faz ou você faz o que gosta? Ou faz porque a mídia sugestiona você?
Só a prática do exercício que foca esse sonho, produz "anticorpos contra uma baixa auto estima ou sensação de incompetência, nos tornando capazes de execuções. Conforme vamos obtendo informações, aumentamos nosso banco de dados, podemos processá-las e havendo exercício ou prática do mecanismo de motivação + ação + valor, o resultado é a sensação de competência que gera perseverança, que por sua vez gera mais competência. São pedras que formam o dominó do nosso sonho.
          Acreditar que nosso esforço, nossas crenças promovem a excelência, pode ser inspirador, desde que essas crenças não estejam viciadas - não compatíveis com a linguagem foco do objeto - olha os duendes aí. Elas não devem  atrapalhar, devem ficar nas gavetas espirituais e apenas quando forem requisitadas  pela determinação amadurecida e objetivadas no foco, venham "conversar, sem vícios nem dogmas errados, na tradução do universo.
Há o momento de se perguntar se tem alguma coisa que está impedindo a realização do sonho, da felicidade... - qual é essa coisa? Estamos no caminho certo? Perdemos alguns vícios? Nossos duendes estão mais fofos com a gente e nós com eles?
ou...
Há falta de autonomia? Aonde anda a motivação? Porque ela sumiu?
A ação gerada pela motivação está viciada ainda, está da forma errada e por isso houve desanimo? Há dúvida quanto à capacidade e porque?
Estresse e ansiedade são fatores prejudiciais... e se acompanhados de crenças viciadas, instrumento de barganha de nossos duendes interiores... geralmente  potencializam  a vontade de conseguir o que queremos e a capacidade de escolha fica prejudicada...
Numa linha do tipo: "se eu pensar que vou comer pra depois ir no banheiro evacuar tudo.... ou: "não vou namorar nem casar porque as relações acabam mesmo, acabo não saboreando o durante, a felicidade da execução.... me privo de emoções que somente nessa estrada poderei conhecer, que inconscientemente me tornam mais ansioso pela busca.
Enfrentar essas fontes negativas com resistência, fortalece a determinação, que gera valor, que gera competência e promove um produto final positivo.
O ciclo então recomeça com mais prática - com pinceladas de reconhecimento.
......
Do ponto de vista da neurociência, em alguns casos, o caminho, ou seja, a busca pelo que desejamos pode gerar mais prazer do que os finalmente...
e então somos levados a um stop desse exercício do finalmente, por conta da felicidade da busca...como se parássemos , déssemos uma pausa em nosso sonho.
          Quando formatamos nosso desejo sempre teremos que avaliar o custo benefício do que está em jogo. Temos os botões emocionais/somáticos,  cada um com uma função ou lembrança que nos ajudam a identificar uma lembrança ruim ou boa e então filtramos mais motivação, que nos move a mais ação - seguimos então na estrada do sonho , traduzindo as sensações, compreendendo-as melhor.  
          Essa capacidade depende de quanta importância e valor se dá a esses marcadores/botões somáticos... que nada mais são do que nossas sensações percebidas por estados físicos, por nossos sentidos... construindo nosso eu. Quanto mais um EU consciente, mais estímulo de bem estar e por conseguinte um nível de satisfação maior, gerando energia pra mais "execução.
Todavia tem que ficar atento a armadilhas apresentadas pela informação no caminho dessa execução.
          Estudos de profissionais concluíram que dicas e orientações descritas num experimento com duas turmas, em letras estilosas (manuscritas - difíceis de ler) e letras padrão (bem fáceis de ler) - sugeriram preguiça na caminhada do sonho, por parte de quem foi orientado pelas letras manuscritas e difíceis de ler.... e em contrapartida deixou uma sensação de mais fácil e conseqüentemente mais motivação, na turma que foi orientada com letra padrão...
ou seja:
Desconstruir a facilidade, para gerar dificuldade, seja pela midia ou amigos, leva ao desestimulo do sonho. Isso não deve ser confundido com uma vida toda fácil, sem dificuldade. Certas coisas podem ser difíceis, o que é diferente de serem impossíveis.
Esforço e dedicação são necessários.
Por outro lado, o cérebro emprega truques e atalhos fáceis para que o indivíduo ache que não há necessidade de prática, de execução equilibrada com o que o universo requisita. Basta pensar, agir com nossa tradução, sem levar em conta a tradução do universo e está tudo bem. Não é simples como pretendemos, mas não é impossível como o sistema quer que acreditemos.
Praticando, pode se tornar possível a solução de um sonho ou então a consciência do quanto falta e o quê, pra que ele se torne realidade.
No caso da dublagem:
Nosso cérebro precisa estar atento e voltado à execução do item exigido, ou seja, colocar na boca de alguém que está na tela, um texto e uma interpretação adequada ao que está sendo dito... isto é : a mensagem correta pro publico a que se destina.
Numa analogia com direção na estrada, ocorre um toque do celular, sugerindo uma mensagem de alguém querido ou inimigo, ou então um carro lindo que desejamos passa na nossa frente... pode ser que reações sejam requisitadas por nossos "duendes, ao inconsciente, que estava voltado pra execução da "tela,.... e essa brecha resulte num descompasso da atuação, numa equivalência da direção - em uma colisão na avenida. Isso não é bom. Gera uma demanda de atenção que na avenida ou num estúdio, traz prejuízo.
          Duendes neste contexto representam uma atenção emocional forte e requisitam de nosso cérebro um espaço valioso que faz falta na execução de nosso raciocínio. Imagina uma rodovia com 6 pistas.
A 1é usada pelo original da produção a ser dublada, a 2 por funções biológicas inconscientes como respiração, etc, a 3 pra retorno natural...e sobram 3 pra execução, ou seja, a interpretação.
Geralmente vem o duende e toma 1 ou 2 pistas dependendo da carência, dos dogmas que ele vai "defender... e sobra 1 ou nenhuma pra realizar o processo, quer dizer, o "sistema trava... não sai a "mensagem.
Cientistas defendem que o mecanismo da atenção/supressão... pode nos ajudar, a saber:
Quando focamos num objetivo se é possível suprimir todo o resto em volta porque o ambiente e nossa consciência estão confortáveis, então visualizamos mais facilmente as emoções, ferramentas pra nossa execução.
Se usamos a ansiedade e coagimos nosso cérebro a ficar atento... talvez haja um filtro desconfortável, que ofuscará as emoções, ferramentas de nossa execução... e o produto final poderá ser comprometido... uma brecha que nossos duendes sabem usar muito bem, afinal coação não tem uma associação espiritual fofa.
Aprendemos então que, ficar atento em determinados exercícios pela supressão gera mais valor, mais competência do que simplesmente coagir nosso cérebro a ficar atento.
Viva a consciência confortavelmente nutrida de Autonomia, valor e competência.
E viva a informação, processada numa execução brilhante saboreada no ar condicionado do "Pão de Açúcar".

*1
Autonomia : (estado onde se está livre para exercer as ferramentas de nosso exercício)
Valor: (Importância dada ao que fazemos, quanto está valendo nosso approach)
Competência: (Moeda/tradução do sistema, equilibrada com nossa tradução de vida)
Informação: (Tudo que chega até nós e fica em nosso "banco de dados")
Processamento: (Transformação do conhecimento e informação numa tradução adequada à execução)
Execução
Nosso approach, nossa mensagem em estado equilibrado com o sistema sendo "escutada/gravada

Por: Figueira Junior
"Fonte- base": Revista Mente e Cérebro - ano XII n. 288


28 março, 2017

Intervalo pro Café

Intervalo pro CaféEstes dias encontrei com uma galera legal do INTERVALO PRO CAFÉ  e conversamos bastante sobre dublagem. Você que sempre teve curiosidade sobre nosso trabalho, dá uma espiadinha , e se for o caso pode comentar o que achou. Obrigado Rodolfo, Ricardo e Renato pelo convite.
Respondo algumas curiosidades sobre nosso trabalho.




Vale conferir :)





17 setembro, 2016

O Pai

O Pai
de Florian Zeller...

...é uma obra que transforma lágrimas em risos, risos em lágrimas, retratando com requintado humor as vidas de um pai e de uma filha.
Escrito em 2012, e premiado no circuito LONDRES, PARIS, NOVA IORQUE E BUENOS AIRES.... o texto descreve questões delicadas de uma forma poética, numa atuação deliciosamente caprichada de Fulvio Stefanini.
Se perder no mundo pode ser uma aventura num contexto padrão e focado na experiência da felicidade, mas pode também traduzir uma identidade perdida, uma alma que vive seu mundo numa redundância triste porque perdeu o fio, tentando se achar em diálogos desconexos. Fascinante. Como lidar com um parente que em determinado momento não o reconhece mais? Questão difícil.
Léo Stefanini (o filho) caprichou nos detalhes - dirigiu o elenco afiadíssimo e é claro, a Morente Forte foi atrás da forma "requintada de ser", nos trazendo uma mensagem linda e mostrando o talento dos profissionais envolvidos. UM LUXO.
Você vai rir, se emocionar e refletir... e...
"Ao cair do pano não fique triste, sorria, saia feliz, dance, sapateie, que a vida vale a pena" - NESTAS palavras de Fulvio, entendemos o porque nos comovemos ao ver sua atuação, e uma história que nos faz refletir o mundo mágico da vida com seus delírios, ora complexos, ora nem tanto.

Ficha técnica:

Texto: Florian Zeller
Tradução: Carolina Gonzalez e Lenita Agheton

Direção: Léo Stefanini

Elenco:
Fulvio Stefanini
Carolina Gonzalez
Lara Córdulla
Carol Mariottini
Paulo Emílio Lisboa
Wilson Gomes


Trilha Sonora Original: Raul Teixeira e Renato Navarro
Cenário: André Cortez
Iluminação: Wagner Antonio
Figurino: Letícia Barbieri
Assessoria de Imprensa: Daniela Bustus, Beth Gallo e Thais Peres - Morente Forte Comunicações
Programação Visual: Vicka Suarez
Fotos: João Caldas F.
Cabelo e Maquiagem - fotos: Janne Brandão e Mauricio Dos Anjos
Filmagens e edições para Web: Jady Forte
Midias sociais: Dani Angelotti e Luciano Angelotti
Assistente de Cenografia: Carmem Guerra
Assistente de Figurino: Camila Pizziolo
Assistente de Fotografia: Andreia Machado
Equipe de Cenotecnia: Pardal - Produtor: Tripa - Cenotécnicos: Du, Piaui, Bahia e Chagas
Operador de luz: Diego Cortez
Operador de som: Valdilho Oliveira
Camareira: Veronica Moraes
Contraregra: Renan Silverio
Assessoria Contábil: Marina Morente
Assessoria Administrativa: Alceni Braz
Assistencia de Produção: Bárbara Santos e Mariana São João
Administração: Magali Morente Lopes
Produção de Apoios: Gabriel de Souza
Produção Executiva: Katia Placiano
Coordenação de Projetos: Egberto Simões
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Morente Forte Comunicações Teatrais e Sangiorgi e Gonzalez Produções



Audiodório do Masp Unilever
Avenida Paulista, 1578
Sexta, sábado às 21h00 domingos às 19h30.
Telefone: (11) 3149-5959
Temporada até dia 30 de Outubro.

Vale conferir ;)

03 agosto, 2016

O Aprendiz de Feiticeiro

O Aprendiz de Feiticeiro

Da obra de Johann Wolfgang Von Goethe, dramaturgia Antonio Calmon e direção de: Eduardo Figueiredo, numa produção de Manhas & Manias Projetos Culturais, temos alguns componentes que geram um momento especial onde você vai rir, se emocionar, inspirar muita poesia numa adaptação do Clássico que entrou no gosto da garotada e faz a alegria dos pais, que neste caso também vão saborear não apenas um momento infantil, aquele em que o pai se esforça para satisfazer os pimpolhos levando-os ao teatro, mas também uma mensagem gostosa. Os olhos e o coração agradecem.
Arthur, excelente aluno, dono de uma grande imaginação e míope, sofre por conta disso, constante bullying por parte dos valentões de sua escola. Numa dessas agressões ele é salvo pela valente Jane. A linda colega que todos querem namorar, mas não antes que seus algozes quebrem o celular dele.
Por sorte a garota tem um celular extra, que acabou de ganhar de aniversário. Generosa, diz que prefere o seu mais antigo, com o qual mente que estaria mais acostumada. Assim Arthur ganha um celular ultramoderno e descobre nele uma novidade: "O JOGO DO FEITICEIRO AMBRÓSIO".
Ao manejá-lo ele é transportado para o passado, para o período medieval, para os tempos do rei Arthur, dos livros que tanto ama. A partir daí, misturando tecnologia com magia, dragões e efeitos deliciosamente ensaiados com Luz Negra, figurinos lindos e criativos, Arthur interage com o Feiticeiro Ambrósio (deliciosamente interpretado pelo excelente Mauricio Machado), mostrando o quanto os obstáculos, principalmente na adolescência e a importância dos valores como amizade, podem trazer uma experiência de vida bem interessante. A recompensa disso no caso de Arthur é ver o desejo de namorar a bela Jane se concretizar por conta do aprendizado.
A criatividade da narrativa, uma direção caprichada e elenco afiado, fazem desta produção um momento especial no Teatro CCBB - Centro Cultural Bando do Brasil  - SP. Espetáculo integrante do projeto Temporada Infantil Brasilprev. Patrocínio Brasilprev.

Autor: Antonio Calmon
Direção: Eduardo Figueiredo
Assistente de direção: Marcelo Callegaro

Elenco:

Mauricio Machado (Feiticeiro Ambrósio e Rei Henrique)
Guilherme Lobo (Arthur)
Klara Castanho (Jane e Lady Jane)
Julio Oliveira (Fred e Principe Frederico)
Wilson Feitosa (Bobo da Corte)
Victor Garbosa (Rico, Ricardo, Malvina)
Miguel Roque (Pagem da Corte)


Direção Musical: Guga Sroeter
Preparação de Elenco: Dani Biancardi
Co-direção Nusical e Trilha: Matias Capovilla
Coreografias: Janaina Marlene
Preparação Vocal: Roberto Anzai
Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti
Direção de Arte, Cenário e Figurinos: Marcio Vinicius
Visagismo: Anderson Bueno
Perucas: Wellington Fontinele e Emely Garcia
Bonecos: Anie Welter e Renata Andrade
Operador de Som: Tomé de Sousa
Camareira: Rejane Felix e Ilza Ventura
Contrarregra: Guilherme Holler
Programação Visual: Vitor Vieira
Luz Negra - Treinamento e Manipulação: Anie Welter
Efeitos Especiais: Alexandre Delben
Fotografia: Gabriel Wickbold
Gerente de Produção: Bia Izar
Produção Executiva: Ton Miranda
Administração: Vanessa Campanari
Financeiro: Thais Vasconcellos


Centro Cultural Bando do Brasil
Rua Alvares Penteado 112 Centro SP
(próximo as estações Sé e São Bento do Metrô
Inf. 11- 31133651/31133652
Sábados às 11H
Até Novembro de 2016

Vale conferir ;)

06 maio, 2016

Cinema Sonoro - Entrevista com Figueira Junior

Cinema Sonoro

Esta semana tive o prazer de conversar com:
Maria Fernanda Luvizotto
do canal:

Cinema Sonoro
...um programa de entrevistas sobre a sétima arte.
A apresentadora Mafê Luvizotto traz convidados interessantes para falar sobre suas vidas e carreiras, sempre traçando um paralelo com filmes que marcaram suas escolha e nesta edição do Cinema Sonoro ela conversou comigo (uma fofa) olha só:
"Maria Fernanda Luvizotto conversou com o dublador, professor e diretor de dublagem Figueira Junior. Ele é conhecido por dar voz ao personagem ‪#‎Fry‬ da série ‪#‎Futurama  ele contou como começou a trabalhar na área, falou sobre os desafios que os profissionais enfrentam, ressaltou a importância de haver filmes dublados para abranger um público maior e deu um panorama do mercado de dublagem no Brasil.
E sobre um filme que mostra o universo da dublagem, citou “Uma Babá Quase Perfeita”, estrelado pelo saudoso Robin Williams".




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  Cinema Sonoro
Apresentação, produção e edição: Mafê Luvizotto
Câmera, áudio, vinheta e pós produção: Jonas Bernardi 
Direção: Anna Carl Lucchese
Realização: Finestra Produtora